Morada dos Sonhos

Há uns anos atrás, escrevi um projeto que se chamava Morada dos sonhos.
Lembrei-me disso agora e, de pronto, mudei o nome do Blog. Agora é: Morada dos Sonhos.



É nos sonhos que compensamos nosso dia-a-dia.
É nos sonhos que construímos nossa (s) utopia (s).
É nos sonhos que desvendamos ou aumentamos nossas alucinações.
É nos sonhos que, se nos fosse dado escolher, quereríamos morar.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Paixão

Fazia tempo, amiga e mestra, que não vinhas,
Parece que foi ontem.
Quase não te reconheci!
Envelheceste..., e não te anunciaste para vir.
É pena, teu não aviso me surpreendeu desprevenido,
De novo entras e ficas à vontade sem cerimônia.
Quanto tempo fazia que não te lembravas de mim?
A última vez que me visitaste entrei em pânico, lembras?
Não acertava nem o rumo nem o passo, e teu abraço
Envolveu-me completamente.
Ao não teres avisado
Tua chegada não me fez tanto bem
E, agora que voltaste,
Então, nem suspeitei que ainda te lembravas de mim.

Agora que estás dentro de meu peito, não sei o que faço,
O que penso, o que sinto, confusão é meu nome.

Tu, soberana, reinas de novo sobre minha razão.
Fazes troça de minha imprevisibilidade.
Sofro e nem notas e sequer te dignas a apelar
Para minha razão enferma, febril.
Porque paixão, não avisas e dizes que estás chegando.
Meu coração fraqueja e minha razão me enlouquece
O que era certeza em pó ficou.
Eu sem fé, sem rumo e sem norte, peço a paz.
Tu queres apenas a guerra e o conflito.
E a outra parte faz questão de guerrear
E deixar arrasado meu coração.
Faço versos sem sentido e deliro pela presença
Do inimigo e, mesmo sabendo-o, desejo sua presença
Que tanto bem e mal faz.

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