5 de maio de 2007 12:14
Às vezes, angustiado, estou a pensar,
maldizendo, sem saber porque,
Insisto em que a vida não tem sido amena.
Ganho vida, de repente, entretanto, quando tu,
Amiga, vens e me pões à luz no brilho do teu olhar.
Insisto na tarefa insana, de abrir meu peito e meu entendimento
Para a luz do afeto e às vozes próprias do coração,
Vã tarefa, esforço inútil, trabalho vão.
Minha história pesa mais e minha razão grita – não!
Retrocedo, me debato, insisto e me concentro na compreensão,
Agita-se meu cérebro e meu pensamento grita – não!
Engaiolado em meus medos e guardado pela razão,
Atropelo meu sentimento e meu coração se agita e grita – não!
Porque grita meu afeto, porque se agita meu coração,
Porque saltam minhas veias, porque se angustia minha emoção?
Porque se agitam meus músculos, minha razão, meu coração?
Porque arfa meu peito, porque não encontro razão
Para todos estes defeitos de minha educação?
Porque me agarro tão forte as bridas de minha razão?
Porque, em meu desatino, não atino em construir afeição?
Porque me arraso em dúvidas - sou humano ou não?
E tão forte sina, fez-me duro,
concreto - aço-ferro armados,
barreiras de contenção
dos afetos reprimidos,
dos sonhos não vividos,
das noites mal dormidas,
das omissões não contadas,
dos choros disfarçados,
da aproximação tão sonhada,
da fala não falada,
da necessidade não suprida,
da paz tão almejada
da lágrima não vertida,
da dor amarga e insana,
que me faz distante,
que me faz demente,
que me diz – enfrenta,
de vez, tua pequenez.
Quero ser forte e gritar bem alto,
oh vida boa e bela que tenho agora.
Falta-me o ar, falta-me o fôlego,
Falta-me a perspectiva da vida plena.
Paro e pergunto, que tens tu feito
para que seja assim?
Vidas passadas, pecados tantos,
outros infernos que visitei.
Renascimento, expiação,
evolução,
oportunidades de crescimento.
- Explicações!
Pra mim não bastam.
Minha razão exige mais.
Desespero ao não encontrar respostas.
A vida é bela,
A vida é múltipla,
Porque tão
Insana minha visão.
Porque choras navegante
as marés de tua paixão.
Tentativa vã, talvez, de expulsar fantasmas e demônios interiores. Delírios, paixões e pensamentos desconexos que denomino poesia. Se tens alguma coisa parecida para pensar, sentir e dizer, chega pra roda. Toma tua taça e enche do bom vinho que tenho para oferecer. Se quiseres, te convido a escrever teus sentires, tuas mágoas, teus pesares, teus amores e tuas alegrias. A vida vale se a mente não é pequena.
Morada dos Sonhos
Há uns anos atrás, escrevi um projeto que se chamava Morada dos sonhos.
Lembrei-me disso agora e, de pronto, mudei o nome do Blog. Agora é: Morada dos Sonhos.
É nos sonhos que compensamos nosso dia-a-dia.
É nos sonhos que construímos nossa (s) utopia (s).
É nos sonhos que desvendamos ou aumentamos nossas alucinações.
É nos sonhos que, se nos fosse dado escolher, quereríamos morar.
Lembrei-me disso agora e, de pronto, mudei o nome do Blog. Agora é: Morada dos Sonhos.
É nos sonhos que compensamos nosso dia-a-dia.
É nos sonhos que construímos nossa (s) utopia (s).
É nos sonhos que desvendamos ou aumentamos nossas alucinações.
É nos sonhos que, se nos fosse dado escolher, quereríamos morar.
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