Com uma corda de espinhos
Amarrei no lado esquerdo do peito
Teu gênio inquieto, tua necessidade de afeto,
Tua insegurança grande, teu desejo de mais.
Pensei trazer-te guardada, trancada
E indevassável no fundo do meu coração.
Tu, não estavas, mesmo assim, eu te queria.
Meio mito e realidade que sem querer construí.
Não existias, eras um sonho, e como tal, te idolatrei.
Construí doutrina, te erigi um culto e nele me aniquilei.
Não encontrei os meios, nem os gestos, nem as emoções,
Que derrubariam minha crença, minha fé irracional em ti.
Em vão tentei desamarrar as pontas
E os nós que me ligavam a ti.
Em vão busquei as explicações
Que me levaram a querer-te.
Nos caminhos já trilhados,
Busquei explicações que só a mim já dei,
E, ao não encontrá-las, como doido a ti me submeti.
Culto pagão sem razões e sem sentido.
Porque eu que não tenho fé, em ti, tanto depositei?
Que sorte de quebranto minha alma atormenta?
Que tipo de feitiço embruxa minha razão?
Porque tanto me amarro se sempre estive livre?
Razões que busquei e sem sentido encontrei.
Tentativa vã, talvez, de expulsar fantasmas e demônios interiores. Delírios, paixões e pensamentos desconexos que denomino poesia. Se tens alguma coisa parecida para pensar, sentir e dizer, chega pra roda. Toma tua taça e enche do bom vinho que tenho para oferecer. Se quiseres, te convido a escrever teus sentires, tuas mágoas, teus pesares, teus amores e tuas alegrias. A vida vale se a mente não é pequena.
Morada dos Sonhos
Há uns anos atrás, escrevi um projeto que se chamava Morada dos sonhos.
Lembrei-me disso agora e, de pronto, mudei o nome do Blog. Agora é: Morada dos Sonhos.
É nos sonhos que compensamos nosso dia-a-dia.
É nos sonhos que construímos nossa (s) utopia (s).
É nos sonhos que desvendamos ou aumentamos nossas alucinações.
É nos sonhos que, se nos fosse dado escolher, quereríamos morar.
Lembrei-me disso agora e, de pronto, mudei o nome do Blog. Agora é: Morada dos Sonhos.
É nos sonhos que compensamos nosso dia-a-dia.
É nos sonhos que construímos nossa (s) utopia (s).
É nos sonhos que desvendamos ou aumentamos nossas alucinações.
É nos sonhos que, se nos fosse dado escolher, quereríamos morar.
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