Morada dos Sonhos

Há uns anos atrás, escrevi um projeto que se chamava Morada dos sonhos.
Lembrei-me disso agora e, de pronto, mudei o nome do Blog. Agora é: Morada dos Sonhos.



É nos sonhos que compensamos nosso dia-a-dia.
É nos sonhos que construímos nossa (s) utopia (s).
É nos sonhos que desvendamos ou aumentamos nossas alucinações.
É nos sonhos que, se nos fosse dado escolher, quereríamos morar.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Madrugada

12 de agosto de 2007 11:51
Debruçado sobre a janela da madrugada
De repente, meu coração adormecido;
Descompassado, aflito, ofegante - despertou.

Não era angústia, não era sonho,
Esse sentimento novo e intenso
Foi invadindo-me os poros
E subiu-me sangue adentro,
Inundando minha vida de alegria.
E eu que me pensara morto, renasci.

Das cinzas de minha alma
Fui devagarinho recolhendo os restos
E com eles fui reconstruindo os tijolos,
Com que levantei as paredes
Do abrigo para o novo, o inusitado,
O desconhecido sentimento quer me invadira.

Seria paixão, seria amor, seria tesão passageira
Ou seria um novo acontecimento em minha vida.
Sinal dos tempos, esfinge devoradora,
Amedrontas e me alucinas,
Encantas-me ao tempo que me fascinas,
Corróis por dentro e me despertas
como flor no cio da primavera.

Como quis descobrir teus segredos,
Como cuidadosamente espreitei meu coração,
Como cuidei para que minhas racionalizações
Não turvassem a claridade
Que esse sentimento me propicia.

Queima como outra vez, outrora.
Como desejo que de novo me revigore.
Como quero acertar meus sentimentos,
Desejos, angústias e desconfianças,
Como quero comunicar ao mundo o que me devora,
Como quero viver hoje como se fosse o último dia.
Pensava nela e a queria junto de mim.

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